Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Palestras de dezembo no C.E.T.J.

C.E.T.J. - Centro Espírita Trabalhadores de Jesus
Av. Teixeira e Souza, 448
Centro - Cabo Frio - RJ.
CEP 28907-410
Telefone: (22) 2645-4468


























Francisco Rebouças

terça-feira, 21 de novembro de 2017

O Homem Bom

Conta-se que Jesus, após narrar a Parábola do Bom Samaritano, foi novamente interpelado pelo doutor da lei que, alegando não lhe haver compreendido integralmente a lição, perguntou, sutil:
– Mestre, que farei para ser considerado homem bom?
Evidenciando paciência admirável, o Senhor respondeu:
– Imagina-te vitimado por mudez que te iniba a manifestação do verbo escorreito e pensa quão grato te mostrarias ao companheiro que falasse por ti a palavra encarcerada na boca.
Imagina-te de olhos mortos pela enfermidade irremediável e lembra a alegria da caminhada, ante as mãos que te estendessem ao passo incerto, garantindo-te a segurança.
Imagina-te caído e desfalecente, na via pública, e preliba o teu consolo nos braços que te oferecessem amparo, sem qualquer desrespeito para com os teus sofrimentos.
Imagina-te tocado por moléstia contagiosa e reflete no contentamento que te iluminaria o coração, perante a visita do amigo que te fosse levar alguns minutos de solidariedade.
Imagina-te no cárcere, padecendo a incompreensão do mundo, e recorda como te edificaria o gesto de coragem do irmão que te buscasse testemunhar entendimento.
Imagina-te sem pão no lar, arrostando amargura e escassez, e raciocina sobre a felicidade que te apareceria de súbito no amparo daqueles que te levassem leve migalha de auxílio, sem perguntar por teu modo de crer e sem te exigir exames de consciência.
Imagina-te em erro, sob o sarcasmo de muitos, e mentaliza o bálsamo com que te acalmarias, diante da indulgência dos que te desculpassem a falta, alentando-te o recomeço.
Imagina-te fatigado e intemperante e observa quão reconhecido ficarias para  com  todos  os  que  te  ofertassem  a oração  do silêncio e a frase de simpatia.
Em seguida ao intervalo espontâneo, indagou-lhe o Divino Amigo:
– Em teu parecer, quais teriam sido os homens bons nessas circunstâncias?
– Os que usassem de compreensão e misericórdia para comigo – explicou o interlocutor.
– Então – repetiu Jesus com bondade –, segue adiante e faze também o mesmo.

Livro: Religião dos Espíritos – Cap. 49
Chico Xavier/Emmanuel.

Francisco Rebouças.

Seminário Anual de Confraternização da U.M.E.N.

AMIGOS,

Convidamos a todos para participar do Seminário de Confraternização Anual da UMEN. Abaixo, segue a programação. Que possamos todos estar presentes nesse momento para compartilharmos momentos de paz, reflexão e alegria junto a corações amigos. Até lá! 
























U.M.E.N. - União da Mocidade Espírita de Niterói
Rua Princesa Isabel, 45 - Bairro de Fátima, Niterói - RJ 

Francisco Rebouças

sábado, 18 de novembro de 2017

O fenômeno da morte


Presente e constante na existência humana, o fenômeno da morte constitui uma fatalidade da qual ninguém consegue eximir-se.
Ocorrendo a cada momento nas células, que também se renovam, ocasião chega em que a anóxia cerebral se encarrega de parar as funções do tronco encefálico, interrompendo a ocorrência biológica da vida física.
Todos os seres que nascem morrem, dando prosseguimento ao milagre da vida em outra dimensão, aquela de onde tudo procede.
O objetivo essencial da existência física, em consequência,  é a construção e a vivências dos valores éticos responsáveis pelo progresso incessante do Espírito até o momento em que alcança a plenitude.
Mesmo nos reinos vegetal e animal, o processo de nascimento e morte obedece à planificação do desenvolvimento evolutivo da essência divina presente em tudo e em toda parte como fundamental manifestação da vida.
Desde quando criado o ser, o deotropismo atrai-o com força dinâmica inescapável...
Ao atingir a fase do instinto, desenham-se-lhe no psiquismo, pelas experiências, os pródromos da razão, passo gigantesco no rumo da angelitude.
Fixar os valores que dignificam e elevam, que o libertam das heranças grosseiras da fase antropológica primitiva, torna-se-lhe, portanto, imposição inevitável que o arrasta no rumo da ascese, que se lhe constitui meta a ser conquistada.
Passo a passo, experiência após vivência, a ânsia de alcançar a paz e a sabedoria estimula-o ao prosseguimento, mesmo quando sob ações penosas do sofrimento, decorrente da desatenção e da rebeldia ante as leis que regem o universo.
Parte integrante do Cosmo, essa unidade minúscula que é o ser humano, à semelhança de uma miocropartícula que forma a unidade atômica, deve manter a sua constância sob o comando da consciência lúcida que reflete o estágio em que se encontra.
As ocorrências desastrosas por falta de discernimento, por teimosia dos instintos agressivos, retardam-lhe a marcha, sem dúvida, porém, não impedem que ocorram novas oportunidades vigorosas em provações ou expiações pungitivas que se encarregam de corrigir as anfractuosidades morais e os desvios comportamentais, impondo a conduta correta como a solução adequada para o equilíbrio e o bem-estar.
Viver é automático, porém, bem viver, selecionando as questões que promovem os sentimentos e a inteligência em níveis mais elevados, para a conquista da sabedoria, deve ser o objetivo de máxima importância para todo viajante na indumentária carnal.
Sócrates, totalmente lúcido e decidido a demonstrar a sua grandeza moral em fidelidade a tudo quanto ensinou e viveu, recebeu a morte como um grande bem.
Instado a fugir por Críton, que houvera organizado um plano audacioso com os seus demais amigos, surpreendeu-se e o repreendeu, demonstrando que as leis, mesmo quando injustas, devem ser obedecidas, de modo que a sociedade aprenda a estabelecer códigos de nobreza.
Caso fugisse, evidenciaria que era realmente o que dele diziam os inimigos, especialmente aqueles que o levaram ao tribunal com infâmias grosseiras.
E sofismando a respeito da existência, qual fizeram antes os juízes, anuiu com tranquilidade à sentença infame, demonstrando que a existência física é uma experiência de iluminação e não uma pousada para o prazer infinito.
Buda, de igual maneira, despedindo-se dos discípulos que aguardavam mais informações, a fim de darem continuidade à divulgação dos seus pensamentos, informou que lhes legava o dharma – a ordem universal imutável – e, serenamente abandonado por muitos que antes o assistiam, silenciou a voz e retornou à pátria da imortalidade.
Jesus é o exemplo máximo, porque no auge dos sofrimentos pôde pronunciar frases que assinalariam com vigor a sua despedida, desde o perdão aos crucificadores que não sabiam o que estavam fazendo (Lucas, 23:34), até entregar a mãezinha aos cuidados do discípulo amado e este ao seu carinho (João, 19:26-27), rompendo os laços da consanguinidade terrestre em favor da fraternidade universal.
Foi mais além, dialogando com o ladrão que lhe suplicava ajuda e socorrendo-o com a resposta da sublime esperança da sua entrada no reino dos Céus (Lucas, 23:43), assim que se desvencilhasse das asperezas dos erros, e se cumprisse tudo para quanto viera, num inolvidável silêncio após o tudo consumado(João, 19:30).
Logo mais, porém, retornava em júbilo na madrugada esplendente de sol e de beleza, confirmando a imortalidade e o triunfo da vida sobre contingência material, de modo que os amigos e quantos outros que o viram pudessem superar a injunção corpórea e voar nos rumos do Infinito.
Francisco de Assis, sofrido pela ingratidão de alguns dos melhores companheiros, ferido e maltratado, sem forças nem resistências orgânicas, exauriu-se lentamente, cantando sempre até o último hausto, a ponto de ser censurado por tanta alegria...
Todos aqueles que descobriram a imortalidade enfrentaram o fenômeno da consumpção dos tecidos orgânicos com estoicismo e naturalidade, alegrando-se com o término da tarefa terrestre abraçada, de modo a retornarem vitoriosos ao grande Lar de onde partiram no rumo do planeta terrestre.
*
Reflexiona diariamente a respeito da tua partida em direção à imortalidade, preparando-te, a fim de que não te fixes em interesses mesquinhos retentivos da retaguarda material.
Treina o pensamento em considerações constantes em torno da desencarnação, porquanto ela chegará, talvez, quando menos a esperes.
Se tiveres a felicidade de enfermar por longo prazo, diluindo os liames retentivos do corpo físico, isto será uma bênção.
Mas se fores convocado repentinamente, deixa-te conduzir com alegria, certo de que viverás.
Nada obstante, prepara-te conscientemente para enfrentar esse fenômeno terminal, agradecido ao corpo que te vem servindo de instrumento para a evolução, bem como a tudo quanto te ocorre na atual conjuntura evolutiva.

Joanna de Ângelis.
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na tarde de 2 de junho de 2014, na residência de Dominique e Armandine Chéron, em Vitry-sur-Seine, França.

Francisco Rebouças

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

REMANSO FRATERNO!

CAROS AMIGOS, O REMANSO FRATERNO PRECISA E CONTA COM A COLABORAÇÃO DE TODOS OS CORAÇÕES SENCÍVEIS, PARA CONTINUAR O BELO TRABALHO DE EDUCAR AS 220 CRIANÇAS, QUE LÁ RECEBEM TODA ASISSTÊNCIA  QUE PRECISAM PARA SE TORNAREM HOMENS E MULHERES DE BEM NO PORVIR!

Imagine que você é uma criança de baixa renda e tem a oportunidade de frequentar uma escola de alta qualidade, porém não tem como chegar lá. Essa é a realidade das 220 crianças que nós do Remanso Fraterno atendemos.

A educação é a chave para mudanças substanciais no país. Toda nossa estrutura educacional está pronta, mas agora nossas crianças contam com sua colaboração para ir e voltar de nossa escola. Garantindo seu calendário Remanso Fraterno 2018, você contribui com o transporte das nossas crianças. Faça parte!
















Saiba mais em:
https://www.kickante.com.br/campanhas/remanso-fraterno-transporte-para-nossos-alunos


Francisco Rebouças

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Precisamos investir no amor!

“Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre.” – Paulo. (Filipenses, 4:20.)

O Amor é Deus, Deus é amor!
Por isso é que o amor é a substância criadora e mantenedora do Universo, porque é de essência Divina. O amor é o estágio mais elevado do sentimento.
O homem só atinge a plenitude quando ama. Enquanto simplesmente exige atenção, compreensão, amor dos semelhantes, está se esquecendo da necessidade de amar sem exigir retribuição.
No atual estágio social da humanidade hodierna, a conotação de amor sofre a desvalorização do seu verdadeiro sentido para confundir-se, com o tormento sexual que não passa de instinto mal direcionado. No seu perfeito sentido, o amor une as almas, produzindo felicidade e paz.
Jesus o mestre maior, detentor de todas as virtudes, sintetizou o amor como sendo a única diretriz segura pela qual lograremos a ascensão espiritual almejada por todos nós.
O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra – amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo”. (1)
O Amor é um tesouro que quanto mais se reparte, mais cresce e se multiplica, porque a migalha de nossa doação em proveito de outrem é imediatamente centuplicada conforme me nos asseguram os Imortais da Vida Maior.
Assim como o ar é fundamental para nossa vida material, o amor torna-se indispensável para a felicidade e a paz de todos os seres criados pela Inteligência Suprema, para a destinação maior que nos está assegurada que é a perfeição espiritual.
Quando o sentido verdadeiro do amor é confundido com o caráter de sensualidade na busca da satisfação dos prazeres imediatos da matéria, de forma desregrada e irresponsável, desvia-se de sua função maior e Divina que é a procriação e manutenção da espécie, e por essa razão, transforma-se em motivos de dores e sofrimentos tão facilmente constatados no dia a dia de nossa sociedade e não atende as finalidades para as quais se destina.
O prazer legítimo decorrente da vivência do amor na vida diária do ser humano é a alegria e a felicidade de ser útil, de amar a Deus e ao próximo sem exigências descabidas e sem intenções ocultas do recebimento de contrapartidas, isto é, “fazer o bem sem olhar a quem”.
O amor é um sentimento libertador, espontâneo que se irradia e contagia os envolvidos com seu perfume natural impregnando o ambiente em que se realizam atividades de cunho ético, moral superior. Quando se diz eu amo, e se associa esse amor à necessidade que se tem do outro, estamos fazendo uso equivocado da expressão em seu sentido verdadeiro de amar, que não está vinculado a qualquer situação de dependência.
Precisamos aprender a cuidar do desenvolvimento dessa semente que trazemos como condição impostergável para o crescimento moral espiritual de cada um de nós filhos de Deus. Somos sementes que contêm a essência divina que o Pai criador nos assegurou para a construção de nossa felicidade e pureza espiritual.
Haja, pois, o que houver, amemos cada vez mais para desfrutarmos o quanto antes do nosso próprio estado de equilíbrio e paz de interior!
Referência:(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB. 112ª edição. Cap. XI, item 8.
Francisco Rebouças

Estudando o Espiritismo - A Gênese

37. - Sendo o mesmo o perispírito, assim nos encarnados, como nos desencarnados, um Espírito encarnado, por efeito completamente idêntico, pode, num momento de liberdade, aparecer em ponto diverso do em que repousa seu corpo, com os traços que lhe são habituais e com todos os sinais de sua identidade. Foi esse fenômeno, do qual se conhecem muitos casos autênticos, que deu lugar à crença nos homens duplos. (3)

(3) Exemplos de aparições de pessoas vivas: Revue Spirite, de dezembro de 1858, págs. 329 e 331; - fevereiro de 1859, pág. 41; - agosto de 1859, pág. 197; - novembro de 1860, pág. 356.

Fonte - A Gênese - Cap. XIV.

Francisco Rebouças

sábado, 11 de novembro de 2017

Ensinamento Espírita!

"Só se pode definir por propriedade legítima, aquela que foi ou que é, adquirida com trabalho honesto, sem causar qualquer tipo de prejuízo para outrem. Porque é da Lei Maior a recomendação de não fazer a outrem o que não quereríamos que nos fizessem.

Assim sendo,  ilegítima e mesmo condenável é qualquer ação de aquisição, que não leve em consideração essa lei natural."


Francisco Rebouças

AS TRÊS FILHAS DA BÍBLIA.

Sob este título, o Sr. Hippolyte Rodrigues publicou uma obra na qual prevê a fusão das três grandes religiões descendentes da Bíblia. Um dos escritores do jornal lê Pays fez a esse respeito ás reflexões seguintes, no número de 10 de dezembro de 1866:
"O que são as três filhas da Bíblia? A primeira é judia, a segunda é católica, a terceira é maometana.
"Compreende-se em consequência que se trata aqui de um livro sério, e que a obra o Sr Hippolyte Rodrigues interessa especialmente aos espíritos sérios que se comprazem nas meditações morais e filosóficas sobre o destino humano.
"O autor crê numa próxima fusão das três grandes religiões que se chama as três filhas da Bíblia, e trabalha para conduzir a esse resultado, no qual vê um progresso imenso. É desta fusão que sairá a religião nova que considera como devendo ser a religião definitiva da Humanidade.
"Não quero iniciar aqui, com o Sr. Hippolyte Rodrigues, uma polêmica inoportuna sobre a questão religiosa que agita há tantos anos no fundo das consciências e nas entranhas da sociedade. Permito-me, no entanto, uma reflexão. Quero fazer aceitar a crença nova pelo raciocínio. Até este dia, não há senão a fé que tenha fundado e mantido as religiões, por esta razão suprema de que, quando se raciocina, não se crê mais, e quando um povo, uma época, deixou de crer, vemos logo ruir a religião existente, não se vê levantar a religião nova."
A.DECÉSENA.
Essa tendência, que se generaliza, de prever a unificação dos cultos, como tudo o que se liga à fusão dos povos, à diminuição das barreiras que os separam moralmente e comercialmente, é também um dos sinais característicos dos tempos. Não julgaremos a obra do Sr. Rodrigues, tendo em vista que não a conhecemos; não temos, não mais, a examinar, para o momento, por quais circunstâncias poderá ser trazido o resultado que espera, e que considera a justo título como um progresso; queremos somente apresentar algumas observações sobre o artigo acima.
O autor está num grande erro quando diz que "quando se raciocina não se crê mais." Dizemos, ao contrário, que quando se raciocina sua crença, se crê mais firmemente, porque se a compreende; foi em virtude deste princípio que dissemos: Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade.
O erro da maioria das religiões é de haver erigido em dogma absoluto o princípio da fé cega, e de haver, em favor desse princípio, que anula a ação da inteligência, feito aceitar, durante um tempo, as crenças que os progressos ulteriores da ciência vieram contradizer. Disto resultou, num grande número de pessoas, essa prevenção de que toda crença religiosa não pode suportar o livre exame, confundindo, numa reprovação geral, o que não eram senão casos particulares. Esta maneira de julgar as coisas não é mais racional de que se condenasse todo um poema, porque encerraria alguns versos incorretos, mas é mais cômoda para aqueles que não querem crerem nada, porque, rejeitando tudo, se creem dispensados de nada examinar.
O autor comete um outro erro capital quando diz: "Quando um povo, uma época deixou de crer, vê-se logo ruir a religião existente, não se vê levantar a religião nova."
Onde viu ele, na história, um povo, uma época sem religião?
A maioria das religiões nasceram nos tempos recuados, quando os conhecimentos científicos eram muito limitados ou nulos; elas erigiram em crenças noções errôneas, que só o tempo poderia retificar. Infelizmente, todas foram fundadas sobre o princípio da imutabilidade, e como quase todas confundiram, num mesmo código, a lei civil e a lei religiosa, tendo disto resultado que, num momento dado, o espírito humano, tendo caminhado, ao passo que as religiões permaneceram estacionárias, estas não se encontraram mais à altura das ideias novas. Elas caem, então, pela força das coisas, como caem as leis, os costumes sociais, os sistemas políticos que não podem responder às necessidades novas. Mas como as crenças religiosas são instintivas no homem, e constituem, pelo coração e pelo espírito, uma necessidade tão imperiosa quanto à legislação civil para a ordem social, elas não se aniquilam: elas transformam-se.
A transição não se opera jamais de maneira brusca, mas pela mistura temporária das ideias antigas e das ideias novas; é de início uma fé mista que participa de umas e das outras; pouco a pouco a velha crença se extingue, a nova cresce, até que a substituição seja completa. Por vezes, a transformação não é senão parcial; são então as seitas que se separam da religião mãe modificando alguns pontos de detalhe. Foi assim que o Cristianismo sucedeu ao paganismo, que o Islamismo sucedeu ao fetichismo árabe, que o Protestantismo, a religião grega, se separaram do Catolicismo. Por toda a parte veem-se os povos não deixara crença senão para tomar uma apropriada ao seu estado de adiantamento moral e intelectual; mas em nenhuma parte há solução de continuidade.
Em nossos dias se vê, é verdade, a incredulidade absoluta erigida em doutrina e professada por algumas seitas filosóficas; mas seus representantes, que constituem uma ínfima minoria na população inteligente, têm o erro de se crerem todo um povo, toda uma época, e porque não querem mais religião, pensam que sua opinião pessoal é o encerramento dos tempos religiosos, ao passo que não é senão uma transição parcial para uma outra ordem de ideias.
Fonte: Kardec, Allan - Revista Espírita – Fevereiro de 1867.
Francisco Rebouças

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Vida Feliz

LVI
As vitórias das questões ilegais são utópicas.

Deixam paladar de amargura.

Injustas, ferem os outros, não podendo beneficiar, realmente, a ninguém.

Quem edifica sobre terreno alheio, termina por perder a construção.

Nunca será justa a alegria conseguida no rio das lágrimas alheias.

Cuida bem das tuas causas e luta somente quando ti verem o apoio legal e se firmarem nos alicerces da moral.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

Da prática do bem não se pode desistir!

“Pondo de lado todo o impedimento… corramos com perseverança a carreira que nos está proposta”. Paulo (Hebreus, 12:1.)
Precisamos ter olhos de ver e ouvidos de ouvir para observar a generosidade grandiosa das concessões Divinas por toda a parte em nosso favor, sem que, muitas das vezes, sequer percebamos.
“Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que lhe pedem. Seu poder cobre a Terra e, por toda a parte, junto de cada lágrima colocou ele um bálsamo que consola. A abnegação e o devotamento são uma prece contínua e encerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores compreender essa verdade, em vez de clamarem contra suas dores, contra os sofrimentos morais que neste mundo vos cabem em partilha. Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõe. O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o espírito. – O Espírito de Verdade. (Havre, 1863.)” (1)
Embora quase sempre nos entreguemos a demoradas meditações sobre a distribuição de alguns desses recursos que nos chegam pela infinita misericórdia Celestial em favor de algum dos nossos semelhantes, Deus não altera as suas Leis de abundância, para que não falte a ninguém o mínimo necessário para seu bem estar.
Alguns exemplos dessa generosidade Divina podem ser comprovados no trabalho incessante do Sol magnificente, nutrindo a vida em todas as direções, na fartura do ar puro fornecido a tudo e a todos sem mesquinhez, na beleza da fonte que se dá sem reservas e sem exigências, tudo, infinitamente, doado a todos sem custo algum.
Assim como acontece às concessões do Senhor na ordem material, também no Reino do Espírito desfrutamos de uma imensidade de benefícios, isto porque, as portas da Sabedoria e do Amor permanecem, incessantemente, abertas para as descobertas científicas que nos facilitarão sentir as alegrias da compreensão humana e perceber que as luzes da sublimação interior estão acessíveis a todas as criaturas.
“Não pode o homem, pelas investigações científicas, penetrar alguns dos segredos da Natureza?
A Ciência lhe foi dada para seu adiantamento em todas as coisas; ele, porém, não pode ultrapassar os limites que Deus estabeleceu.
Quanto mais consegue o homem penetrar nesses mistérios, tanto maior admiração lhe devem causar o poder e a sabedoria do Criador. Entretanto, seja por orgulho, seja por fraqueza, sua própria inteligência o faz joguete da ilusão. Ele amontoa sistemas sobre sistemas e cada dia que passa lhe mostra quantos errou tomou por verdades e quantas verdades rejeitou como erros. São outras tantas decepções para o seu orgulho”. (2)
No entanto, mesmo diante do imenso rio de graças que a vida nos propicia, cada criatura somente se beneficia da porção de riquezas que possa perceber e utilizar, proveitosamente, a seu favor e do seu semelhante. Para isso é necessário que cada um de nós estude, observe, trabalhe e procure renovar e ampliar a visão acanhada que sempre nos dificultou a caminhada na estrada do progresso moral e espiritual.
É inteligente raciocinar que sendo Deus nosso Pai e Criador, a ninguém deixou de conceder os dons e as virtudes necessários ao nosso crescimento espiritual que nos farão alcançar um dia a pureza e a felicidade as quais estamos destinados como filhos amados por um Amor que ainda estamos muito distantes de compreender.
Referências Bibliográficas:
(1) KARDEC, ALLAN. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB, 112ª edição, cap.VI, item 8;
(2) KARDEC, ALLAN, O Livro dos Espíritos. Capítulo 2, Item 19. FEB, 76ª edição.
Francisco Rebouças

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Pensamento

"Embora nossas deficiências e dificuldades do momento, é preciso entender que temos a Luz Divina em nosso mundo interior, e que não nos cabe desistir em hipótese alguma, de lutar pela construção da felicidade e da paz de espírito que tanto almejamos desfrutar".

Francisco Rebouças

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Refletindo...

“Como Espíritas que alardeamos ser, precisamos sustentar acesa a lâmpada de nossa fé na superior destinação para a qual fomos criados pela Suprema Inteligência do Universo. 

Sabedores que somos de que o Espírito jamais se extingue, precisamos refletir no que consiste a vontade de Deus a nosso respeito e procurar tirar o melhor proveito das lições e desafios de cada dia.

É para esse esforço constante que os Estudiosos do Evangelho estão sendo convocados na atualidade dos acontecimentos no Planeta, a contribuir com os conhecimentos adquiridos nas mensagens e exemplos deixados pelo nosso Guia e Modelo, na implantação de uma nova era de procedimentos em que a ética e a moral cristã sobrepujam a insensatez do momento que testemunhamos na atualidade, que conduz a sociedade por caminhos obscuros e de consequências lastimáveis.

Não será lícito deixar de fazer a parte que nos está confiada no processo de renovação moral que se faz urgente iniciar e para o qual receberemos as mais elevadas quotas de auxílio das Esferas Superiores.”


Francisco Rebouças

NINGUÉM MORRE

EMMANUEL

Não reclames da Terra; 
Os seres que partiram... 

Olha a planta que volta;  
Na semente a morrer.

Chora, de vez que o pranto  
Purifica a visão. 

No entanto, continua 
Agindo para o bem. 

Lágrimas sem revolta 
É orvalho de esperança. 

A morte é a própria vida;  
Numa nova direção. 

Página recebida pelo Médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública do Grupo Espírita da Prece, na noite de 10 de outubro de 1978, em Uberaba, MG.

Livro: CARAVANA DE AMOR
Chico Xavier/Hércio Marcos Cintra Arantes - Espíritos Diversos.

Francisco Rebouças

domingo, 29 de outubro de 2017

Religião e Religiosos

Urge aprendamos distinguir muito bem o significado de religião e de religioso; no dicionário da língua portuguesa, encontramos a seguinte definição para os dois termos como segue: Religião, do Lat. Religione s. f., culto prestado à divindade; crença na existência de uma ou mais forças sobrenaturais; fé; reverência às coisas sagradas; observância dos preceitos religiosos; doutrina, sistema religioso; ordem religiosa. Religioso, do Lat. religiosu adj., conforme ou referente à religião; escrupuloso; zeloso no cumprimento dos seus deveres religiosos; pio; devoto; s.m. aquele que professa uma religião; frade; monge.
Compreendemos pela definição de religioso que a religião não seja entendida praticada e seguida da mesma forma pelas diversas correntes religiosas já existentes e outras tantas que surgem mundo afora diariamente; a verdadeira religião, se bem compreendida, servirá sempre como fator de união e fraternidade entre os homens de qualquer segmento religioso, unindo-os no mesmo ideal de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, como tão bem nos resumiu Jesus as Leis Divinas e as mensagens trazidas pelos profetas de todas as épocas.
Os religiosos formam e defendem as diversas interpretações com que cada grupo tenta convencer que está com a verdade, através das mais diversas e esdrúxulas maneiras de cumprir as Leis Morais propostas pela religião, mas, entendidas e explicadas das mais diferentes formas por cada segmento religioso, em virtude dos diferentes níveis, intelectual e moral dos indivíduos componentes de cada uma dessas correntes, que em vista disso, misturam realidades com fantasias, e moldam seus princípios de acordo com a capacidade de entendimento de seus seguidores.
A Doutrina dos espíritos nos ensina que só o estudo sério pode facilitar e dilatar nossa compreensão dos ensinos religiosos em todos os sentidos, favorecendo uma melhor visão dos nossos problemas diante da vida, e facultando-nos a oportunidade de discernir com equilíbrio, ensejando o crescimento da criatura na direção ao Criador.
Os Espíritos Superiores asseguram-nosque só através do conhecimento poderá o homem ter o perfeito entendimento das coisas que lhe ocorrem aparentemente sem explicação ou motivo quando de passagem por este planeta, que nada mais representam que mensagens da vida facultando-nos oportunidades de vivenciar experiências, chamando-nos a atenção para o cuidado que precisamos ter com nosso comportamento e o necessário esforço que precisamos empreender no desenvolvimento das virtudes morais, que dormitam em nosso mundo interior, aguardando o nosso útil e adequado uso, em benefício do aperfeiçoamento do Espírito imortal que somos.
Assim sendo, todo religioso, cristão ou não, que bem entender os princípios da mensagem proposta pela Religião, no verdadeiro sentido do termo, deve se preparar em primeiro lugar, para a realização imediata da reforma de si mesmo, na construção da sua evolução moral-espiritual em direção à felicidade e a perfeição que nos aguarda adiante.
Sobre como saber qual pode ser dentre todas as religiões, aquela que se pode designar por digna de ser seguida por todos, os religiosos, assim se pronunciaram os Espíritos Superiores em resposta à questão formulada sobre o assunto pelo insigne codificador do espiritismo, contida no Livro dos Espíritos, conforme segue:
  1. Por que indícios se poderá reconhecer, entre todas as doutrinas que alimentam a pretensão de ser a expressão única da verdade, a que tem o direito de se apresentar como tal?
Será aquela que mais homens de bem e menos hipócritas fizer, isto é, pela prática da lei de amor na sua maior pureza e na sua mais ampla aplicação. Esse o sinal por que reconhecereis que uma doutrina é boa, visto que toda doutrina que tiver por efeito semear a desunião e estabelecer uma linha de separação entre os filhos de Deus não pode deixar de ser falsa e perniciosa.”
Nesse particular, a doutrina espírita nos mostra em seus postulados que precisamos nos melhorar diariamente para contribuir com nossa participação efetiva no melhoramento das relações entre os homens, na busca de uma convivência pacífica com nossos semelhantes, tendo por base a fraternidade e o respeito para com tudo e com todos.
Referências:(1) Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos, FEB – 76ª edição, Parte 3ª – Cap. X.
Francisco Rebouças 

Remanso Fraterno

Prezados amigos,

O Remanso Fraterno está lançando uma campanha de financiamento coletivo. Você é importante para nós, por isso compartilhamos o nosso Kickante em primeira mão:
http://kickante.com.br/remansofraterno 

Sua participação é muito importante, seja contribuindo ou compartilhando esse projeto. Contamos com você para mostrar ao Brasil e ao mundo que temos um grupo que nos apoia e confia em nosso trabalho!
Sozinhos somos um, juntos somos uma multidão.
Vem conosco?
Atenciosamente,
Carlos Pereira
Diretor-Presidente
Sociedade Espírita Fraternidade
Remanso Fraterno
Rua Passo da Pátria, 38
São Domingos
Niterói/RJ
CEP: 24210-240
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Francisco Rebouças

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Sobre o medo


O medo tem sua função pedagógica de vital importância na vida de cada Ser na criação Divina, mas quando ultrapassa o limite do aceitável, desequilibra e estraga os mais belos sonhos e planos de crescimento e desenvolvimento da criatura em relação ao seu progresso moral à caminho da iluminação espiritual como filhos da Luz que todos somos.
Francisco Rebouças

ORAÇÃO DO MÉDIUM

Senhor Jesus!...
Deste-me na mediunidade o arado de luz com que me cabe cultivar o campo da própria alma.
Auxilia-me a perceber que a colheita dos valores espirituais de que necessito dependerá sempre da plantação que eu fizer. E ajuda-me a observar que a erva daninha que, porventura, me prejudique as leiras de ação, surgirá como sendo resultado do repouso indébito a que me dedique.
Abençoa-me para que eu receba, com simpatia e boa vontade, os famintos de alimento espiritual e os sedentos de paz que me busquem, na condição de enviados de tua Misericórdia para comigo, para que não me falte o privilégio de trabalhar.
Fortalece-me o senso de responsabilidade pessoal, entretanto, não permitas possa enveredar-me através de escrúpulos negativos.
Induze-me a reconhecer que o bem verdadeiro verte de tua Infinita Bondade, em nosso auxílio, e que por isso mesmo, compete-me o encargo de obedecer aos emissários de teu infinito Amor para que o bem se faça não obstante as imperfeições ou problemas que, de minha parte, ainda carregue.
Ilumina-me o entendimento para que eu possa estudar e agir com proveito.
Guarda-me em tua simplicidade para que nenhum acontecimento me leve a superestimar as minhas possibilidades de cooperar em tua obra de redenção ou a parecer diferente dos outros.  E conserva-me, Senhor, por acréscimo de misericórdia, em trabalho constante, no qual devo aprender a auxiliar, abençoar e servir, em teu nome, hoje e sempre.

Livro: Sentinelas da Alma
Chico Xavier/Meimei


Francisco Rebouças

domingo, 22 de outubro de 2017

APRENDIZES E ADVERSÁRIOS

Jonathan,  Jessé  e  Eliakim,  funcionários  do,  Templo  de  Jerusalém,  passando  por Cafarnaum, procuraram Jesus no singelo domicílio de Simão Pedro.
Recebidos pelo Senhor, entregaram-se, de imediato, à conversação.
― Mestre ― disse o primeiro ―, soubemos que a tua palavra traz ao mundo as Boas Novas do Reino de Deus e, entusiasmados com as tuas concepções, hipotecamos ao teu ministério o nosso aplauso irrestrito. Aspiramos, Senhor, à posição de discípulos teus...
Não obstante as obrigações que nos prendem ao sagrado Tabernáculo de Israel, anelamos servir-te, aceitando-te as idéias e lições, com as quais seremos colunas de tua causa na cidade
eleita do Povo Escolhido... Contudo, antes de solenizar nossos votos, desejamos ouvir-te quanto
à conduta que nos compete à frente dos inimigos...
― Messias, somos hostilizados por terríveis desafetos, no Santuário ― exclamou o segundo ―,
e, extasiados com os teus ensinamentos, estimaríamos acolher-te a orientação.
― Filho de Deus ― pediu o terceiro ―, ensina-nos como agir...
Jesus meditou alguns instantes, e respondeu:
― Primeiramente, é justo considerar nossos adversários como instrutores. O inimigo vê junto de nós  a  sombra  que  o  amigo  não  deseja  ver  e  pode  ajudar-nos  a  fazer  mais  luz  no caminho que nos é próprio. Cabe-nos, desse modo, tolerar-lhe as admoestações, com nobreza e serenidade, tal qual o ferro, que após sofrer, paciente, o calor da forja, ainda suporta os golpes do malho com dignidade humilde, a fim de se adaptar à utilidade e à beleza.
Os visitantes entreolharam-se, perplexos, e Jonathan retomou a palavra, perguntando:
― Senhor, e se somos injuriados?
― Adotemos o perdão e o silêncio ― disse Jesus. ― Muita gente que insulta é vítima de perturbação e enfermidade.
― E se formos perseguidos? ― indagou Jessé.
― Utilizemos a oração em favor daqueles que nos afligem, para que não venhamos a cair no escuro nível da ignorância a que se acolhem.
― Mestre, e se nos baterem, esmurrarem? ― interrogou Eliakim. ― que fazer se a violência nos avilta e confunde?
―Ainda assim ―esclareceu o brando interpelado ―, a paz íntima deve ser nosso asilo e o amor fraterno  a  nossa  atitude,  porquanto,  quem  procura  seviciar  o  próximo  e  dilacerá-lo  está louco e merece compaixão.
― Senhor ― insistiu Jonathan ―, que resposta oferecer, então, à maledicência, à calúnia e à perversidade?
O Cristo sorriu e precisou:
― O maledicente guarda consigo o infortúnio de descer à condição do verme que se alimenta com o lixo do mundo, o caluniador traz no coração largas doses de fel e veneno que lhe flagelam a vida, e o perverso tem a infelicidade de cair nas armadilhas que tece para os outros. O perdão é a única resposta que merecem, porque são bastante desditosos por si mesmos.
― E que reação assumir perante os que perseguem? ― inquiriu Jessé, preocupado.
― Quem  persegue os semelhantes tem o espírito em densas trevas e mais se assemelha ao cego desesperado que investe contra os fantasmas da própria imaginação, arrojando-se ao fosso do sofrimento.
Por esse motivo, o socorro espiritual é o melhor remédio para os que nos atormentam...
― E que punição reservar aos que nos ferem o corpo, assaltando-nos o brio? ― perguntou Eliakim espantado. ― Refiro-me àqueles que nos vergastam a face e fazem sangrar o peito...
― Quem golpeia pela espada, pela espada será golpeado também, até que reine o Amor Puro na Terra ― explicou o Mestre, sem pestanejar. ― Quem se rende às sugestões do crime é um doente  perigoso  que  devemos  corrigir  com  a  reclusão  e  com  o  tratamento  indispensável.  O sangue não apaga o sangue e o mal não retifica o mal...
E, espraiando o olhar doce e lúcido pelos circunstantes, continuou:
― É imperioso saibamos amar e educar os semelhantes com a força de nossas convicções e conhecimentos,  a  fim  de  que  o  Reino  de  Deus  se  estenda  no  mundo...  As  Boas  Novas  de Salvação  esperam  que  o  santo  ampare  o  pecador,  que  o  são ajude o  enfermo, que  a  vítima auxilie o verdugo...
Para  isso,  é  imprescindível  que  o  perdão  incondicional,  com  o  olvido  de  todas  as  ofensas, assegure a paz e a renovação de tudo...
Nesse ínterim, uma criança doente chorou em alta voz num aposento contíguo.
O  Mestre  pediu alguns instantes de espera e  saiu para  socorrê-la, ,as, ao regressar, debalde buscou a presença dos aprendizes fervorosos e entusiastas.
Na sala modesta de Pedro não havia ninguém.

Livro: Contos Desta e Doutra Vida
Chico Xavier/Irmão X

Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel