Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



sexta-feira, 21 de julho de 2017

Vida Feliz

XLIX
Muita gente se compraz na transmissão de comentários infelizes, veiculando idéias e opiniões malsãs, tomando-se estafeta da insensatez.

Permanece discreto diante dos maledicentes e injuriosos, que te testam as resistências, trazendo-te mensagens infames, a fim de levarem a outrem, distorcidas, as tuas palavras.

O silêncio, em tais circunstâncias, é como algodão que abafa e amortece o ruído do mal em desenvolvimento.

Não são teus amigos, aqueles que te trazem o lixo da notícia maldosa.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

terça-feira, 18 de julho de 2017

Parentes

“Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel.” – Paulo. (1ª Epístola a Timóteo, 5:8.)

A casualidade não se encontra nos laços da parentela.

Princípios sutis da Lei funcionam nas ligações consanguíneas.

Impelidos pelas causas do passado a reunir-nos no presente, é indispensável pagar com alegria os débitos que nos imanam a alguns corações, a fim de que venhamos a solver nossas dívidas para com a Humanidade.

Inútil é a fuga dos credores que respiram conosco sob o mesmo teto, porque o tempo nos aguardará implacável, constrangendo-nos à liquidação de todos os compromissos.

Temos companheiros de voz adocicada e edificante na propaganda salvacionista, que se fazem verdadeiros trovões de intolerância na atmosfera caseira, acumulando energias desequilibradas em torno das próprias tarefas.

Sem dúvida, a equipe familiar no mundo nem sempre é um jardim de flores. Por vezes, é um espinheiro de preocupações e de angústias, reclamando-nos sacrifício. Contudo, embora necessitemos de firmeza nas atitudes para temperar a afetividade que nos é própria, jamais conseguiremos sanar as feridas do nosso ambiente particular com o chicote da violência ou com o emplastro do desleixo.

Consoante a advertência do Apóstolo, se nos falha o cuidado para com a própria família, estaremos negando a fé.

Os parentes são obras de amor que o Pai Compassivo nos deu a realizar. Ajudemo-los, através da cooperação e do carinho, atendendo aos desígnios da verdadeira fraternidade.

Somente adestrando paciência e compreensão, tolerância e bondade, na praia estreita do lar, é que nos habilitaremos a servir com vitória, no mar alto das grandes experiências.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

O Maior Mandamento é amar…

Os Espíritos Superiores através da Doutrina Espírita nos esclarecem respeito da velha questão a eles formulada por muitos de nós, sobre: qual seria o maior dentre todos os mandamento da Lei de Deus?
Apressam-se em repetir a orientação de Jesus quando resumiu a Leis e os Profetas dessa forma: “Ama a Deus, e ao teu próximo com toda a tua alma, com todo o teu coração e com todo o teu entendimento! – eis o maior de todos os mandamento”.
Entretanto, urge primeiramente a necessidade de compreender de que forma amar a Deus que normalmente achamos muito distantes de nós, calando as possíveis indagações que nos afligem a esse respeito, e buscando fazer uma pálida comparação com o que nos sucede na nossa vida física.
Faz-se preciso recordar que se os pais e as mães do mundo, embora ainda bem distantes da perfeição divina, participam direta ou indiretamente na experiência dos filhos, assim como o artista está invisível em suas obras, também Deus, criador de tudo e de todos, permanece em suas criaturas.
Importante não esquecer de que se esperamos por Deus onde quer que nos encontremos, Deus igualmente espera por cada um de nós em todos os aspectos do caminho do nosso progresso evolutivo à procura da nossa perfeição espiritual, pois, que Deus é o Todo em que nos movemos e existimos.
Quanto a amar o próximo, basta escutemos e sigamos os preceitos da Lei de Amor e Caridade no exercício do Bem e encontraremos no irmão enfermo, esperando por nossas mãos fraternas;
Identificaremos no necessitado de coração endurecido e ignorante que nos solicita um raio de luz do entendimento que já possuímos das Leis Divinas;
Descobriremos na criancinha sem lar que nos estende os braços súplices, rogando abrigo e consolação;
Encontraremos no companheiro ansioso ou agonizante que nos implora a bênção de uma prece que o acalente para superar os desafios inquietantes do coração;
Comprovaremos na súplica da natureza, aguardando a nossa piedade e consciência para com as árvores, os animais, os rios, etc., é dessa forma que demonstraremos o nosso amor ao próximo com toda a alma e com todo o coração.
“Não se esqueça de que Deus é o tema central de nossos destinos.
Deseje o bem dos outros, tanto quanto deseja o próprio bem.
Concorde imediatamente com os adversários.
Respeite a opinião dos vizinhos.
Evite contendas desagradáveis.
Empreste sem aguardar restituição.
Dê seu concurso às boas obras, com alegria.
Não se preocupe com os caluniadores. Agradeça ao inimigo pelo valor que ele lhe atribui.
Ajude as crianças.
Não desampare os velhos e doentes.
Pense em você, por último, em qualquer jogo de benefício…” (1)
Quando nos fazemos úteis, auxiliamos na construção do Reino Divino na Terra e quem realmente ama a Deus, sacrifica-se pelo próximo, aperfeiçoando-se e fazendo brilhar a sua Luz, conforme nos solicita o Mestre de Nazaré.
Referência:(1) Xavier, Francisco Cândico, pelo Espírito André Luiz, livro: Agenda Cristã, Cap. 2.
Francisco Rebouças

sábado, 15 de julho de 2017

Ultrapassamos a marca das 152 mil visitas!!

Que coisa maravilhosa e empolgante, 152.000 visitas ao nosso Blog Espírita!
Mais uma extraordinária marca alcançada!!! 
Meus amigos, é com muita alegria no coração que festejamos mais esta conquista, registrada pelo nosso contador de visitas, que mostra a importante e imprescindível participação de todos vocês para que pudéssemos atingir essa impressionante marca de  152.000 visitas ao nosso Blog Espírita.
Repartimos esse momento de alegria com todos vocês nossos queridos amigos.

Aproveitamos para agradecer a Deus nosso Pai e criador, a Jesus nosso mestre e Guia os Amigos Espirituais, e a vocês queridos amigos, pelo êxito obtido até aqui com este modesto trabalho de divulgação da doutrina espírita.

Seguiremos honrando o compromisso assumido quando da criação deste trabalho, de realizá-lo sempre alicerçado pela codificação espírita sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.

São vocês amigos queridos, o nosso maior patrimônio, e a companhia de vocês representa o combustível que nos motiva a trabalhar com a felicidade e a certeza de quem não está sozinho!!!

Que Jesus nosso Mestre e Guia nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!
Nosso coração feliz agradece a todos vocês!!!
Muita PAZ!
Francisco Rebouças

A Disciplina antecede a espontaneidade


 “ Mas faça-se tudo decentemente e com ordem”. Paulo – 1 Coríntios, Cap. 14 v.40.
Tudo na natureza está submetido a uma rigorosa ação da disciplina, em obediência às determinações da Soberana Sabedoria do Universo, que estabelece em seus sábios mecanismos os princípios para uma perfeita harmonia na sinfonia do concerto realizado pelas sublimes e imutáveis Leis Divinas.
O Sol nosso conhecido Astro Rei, que todos os dias ressurge esplendoroso iluminando e aquecendo o nosso planeta, não tira férias desde que o vimos brilhar pela primeira vez, prestando seu concurso valoroso cumprindo sua importantíssima e indispensável função; a fonte de águas cristalinas segue do seu nascedouro até o encontro com o mar, enfrentando e superando desafios, fomentando a bênção da vida em todo o seu percurso; as árvores não se descuidam de seus compromissos de ofertar sombra aos viajores, saciar a fome com seus frutos e embelezar e perfumar os caminhos com suas flores de belezas indescritíveis etc.
Constatamos também que todas as regras da cadeia alimentar na natureza são rigorosamente executadas com normalidade e equilíbrio para que ninguém fique desprovido dos imprescindíveis recursos para o cumprimento de sua porcentagem de colaboração no desenvolvimento e engrandecimento da mãe Terra.
Dessa forma, fica fácil compreender que tudo que a natureza nos oferece está submetido a uma determinação superior e segue a sequência normal de um perfeito planejamento definido pelos Espíritos Esclarecidos como sendo a Lei do Progresso, que segue seu curso engendrando os necessários mecanismos para a evolução do ser humano em nosso planeta.
  1. Tendo dado ao homem a necessidade de viver, Deus lhe facultou, em todos os tempos, os meios de o conseguir?
Certo, e se ele os não encontra, é que não os compreende. Não fora possível que Deus criasse para o homem a necessidade de viver, sem lhe dar os meios de consegui-lo.
Essa a razão por que faz que a Terra produza de modo a proporcionar o necessário aos que a habitam, visto que só o necessário é útil. O supérfluo nunca o é.” (1)
Sabemos que não estamos a passeio por este abençoado planeta, e que precisamos desenvolver e utilizar de todos os benefícios que trazemos no íntimo do Ser, para construção da nossa própria felicidade, conforme a questão que segue. 
  1. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?
“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.”
A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Deus, porém, na Sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar Dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza. (2).
Urge entendamos que em relação a nós seres humanos que nos encontramos reencarnados neste planeta de expiações e provas, Deus nos capacitou do mecanismo do livre arbítrio que nos garante a liberdade da execução ou não de qualquer obra de caráter positivo ou negativo, deixando-nos a responsabilidade de arcar com a colheita doce o amarga dos frutos dessa semeadura, e para nossas reflexões sobre o cuidado no plantar, Jesus nos esclareceu dizendo que “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.
Preciso se faz observar que uma semeadura para ser proveitosa deve se fundamentar no trabalho no bem, na caridade desprovida de qualquer desejo de retribuição, no dever retamente cumprido. Porque tudo o que não levar em conta a ordem, que não respeitar a disciplina, que não estabelecer limites, isto é, sem dimensões e sem respeitar horários estará fatalmente condenada ao fracasso e ao caos.
Torna-se imperioso que atentemos para essas realidades e procuremos nos enquadrar nos parâmetros previamente estabelecidos e nos empenhemos para uma boa e salutar convivência com nossos semelhantes, não só exigindo nossos direitos, mas não esquecendo em hipótese alguma que também temos as nossas obrigações e que por isso mesmo somos devedores do respeito aos direitos do irmão que segue ao nosso lado na caminhada evolutiva.
Jesus nos abençoe.
Referências:(1) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. FEB, 76ª edição; e
(2) Idem.
Francisco Rebouças

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Iluminação espiritual: nosso dever maior

Identificamos, facilmente, em nós mesmos, muitos defeitos que nos caracterizam o progresso moral ainda bastante deficitário, mas não podemos deixar de registrar também que, apesar de tudo, já amealhamos algumas bênçãos com o amparo dos abnegados trabalhadores da seara do Mestre de todos nós.
Reconhecemos estar bem longe da situação desejada de uma vida pautada nos exemplos e ensinos de Jesus, mas já despertamos para a necessidade de nos matricularmos na escola do bem, aprendendo a evitar as investidas do mal; que não dispomos da sabedoria que nos ajudaria a evitar incontáveis dissabores, mas já entendemos a importância e a necessidade do estudo, fonte segura para adquirirmos os valores imperecíveis do Espírito Imortal que somos em busca do nosso aperfeiçoamento.
Entendemos perfeitamente que vivenciamos na atualidade as dificuldades oriundas de nossas escolhas irresponsáveis do passado, gerando as aflições que nos estão sendo debitadas em suaves prestações, para a nossa perfeita harmonização da consciência diante das Leis Divinas, que nos solicitam apenas “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
Sabemos que a nossa destinação é a felicidade proporcionada pela paz da consciência harmonizada com as Leis Divinas que regem os nossos destinos na relação com o universo, pois tudo está interligado como nos afirmam os Espíritos Superiores, do átomo ao arcanjo.
Dessa forma, o trabalho no bem e a caridade em favor de nosso próximo são os caminhos a serem seguidos por todo discípulo sincero de Jesus, em busca da iluminação espiritual conforme nos preceitua a Doutrina Espírita – “fora da caridade não há salvação”.
Em O Livro dos Espíritos encontramos as explicações sobre o que representam o amor e a caridade na vida de cada um de nós, conforme a seguir:
Caridade e amor do próximo 
886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?
“Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas”.
O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejaríamos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.
A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque da indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa. (1)
Urge compreendamos que até mesmo na prática da caridade precisamos observar os preceitos estabelecidos pelo amor, que determina seja a caridade realizada com o sincero desejo de ser útil ao semelhante e de vê-lo vencer suas dificuldades, sem nenhum outro tipo de interesse, seguindo as instruções dos Mensageiros Celestes na Doutrina que nos direciona a vida.
893. Qual a mais meritória de todas as virtudes?
“Toda virtude tem seu mérito próprio, porque todas indicam progresso na senda do bem. Há virtudes sempre que há resistência voluntária ao arrastamento dos maus pendores.
A sublimidade da virtude, porém, está no sacrifício do interesse pessoal, pelo bem do próximo, sem pensamento oculto. A mais meritória é a que assenta na mais desinteressada caridade.” (2)
Referências Bibliográficas:
(1) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos – F.E.B. 76ª edição.
(2) Idem, Idem.
Francisco Rebouças

domingo, 9 de julho de 2017

Vida Feliz

XLVIII

Ouve com atenção e cuidado.
Não te apresses em cortar o assunto, como se já o tivesses entendido.
Há pessoas que têm dificuldade de expressão e tornam-se difíceis e ser compreendidas.
Após ouvires, se a circunstância permitir, dialoga um pouco com o expositor, a fim de que o tema te fique esclarecido e o apreendas.
Quem ouve bem, penetra melhor nos ensinamentos que lhe chegam.
Ouvir, é ainda uma arte pouco exercitada.
Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

Segue-me tu


“Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu.” – (João, 21:22.)
Nas comunidades de trabalho cristão, muitas vezes observamos companheiros altamente preocupados com a tarefa conferida a outros irmãos de luta.
É justo examinar, entretanto, como se elevaria o mundo se cada homem cuidasse de sua parte, nos deveres comuns, com perfeição e sinceridade.
Algum de nossos amigos foi convocado para obrigações diferentes?
Confortemo-lo com a legítima compreensão.
Às vezes, surge um deles, modificado ao nosso olhar. Há cooperadores que o acusam. Muitos o consideram portador de perigosas tentações. Movimentam-se comentários e julgamentos à pressa.
Quem penetrará, porém, o campo das causas? Estaríamos na elevada condição daquele que pode analisar um acontecimento, através de todos os ângulos? Talvez o que pareça queda ou defecção pode constituir novas resoluções de Jesus, relativamente à redenção do amigo que parece agora distante.
O Bom Pastor permanece vigilante. Prometeu que das ovelhas que o Pai lhe confiou nenhuma se perderá.
Convém, desse modo, atendermos com perfeição aos deveres que nos foram deferidos. Cada qual necessita conhecer as obrigações que lhe são próprias.
Nesse padrão de conhecimento e atitude, há sempre muito trabalho nobre a realizar.
Se um irmão parece desviado aos teus olhos mortais, faze o possível por ouvir as palavras de Jesus ao pescador de Cafarnaum: “Que te importa a ti? Segue-me tu.”
Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel.
Francisco Rebouças

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Valiosos ensinamentos!

ABRIGO
Haja o que houver na estrada,
Deus te protegerá.
Nas horas de alegria,
Pede equilíbrio a Deus.
Nos momentos de prova,
Refugia-te em Deus.
Se alguém te prejudica,
Entrega o assunto a Deus.
Se sofres menosprezo,
Fica firme com Deus.
Tudo parece contra?
Serve e confia em Deus.

Livro: Algo Mais
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Mediunidade intuitiva

A intuição tem sido um dos meios pelos quais inúmeras páginas com mensagens portadoras de elevado conteúdo moral nos tem chegado, recebidas por diversos médiuns de renomado conceito no meio espírita e pelas quais temos sido agraciados com orientações e ensinamentos valiosos para o nosso progresso espiritual, como Seres criados para a pureza e a felicidade verdadeiras. Vejamos o que nos diz Divaldo Franco sobre a finalidade da mediunidade na Terra:
“A mediunidade é, antes de tudo, uma oportunidade de servir. Bênção de Deus, que faculta manter o contato com a vida espiritual. Graças ao intercâmbio, podemos ter aqui, não apenas a certeza da sobrevivência da vida após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com proficiência os débitos adquiridos nas encarnações anteriores. É graças à mediunidade que o homem tem a antevisão do seu futuro espiritual, e, ao mesmo tempo, o relato daqueles que o precederam na viagem de volta à Erraticidade, trazendo-lhe informes de segurança, diretrizes de equilíbrio e a oportunidade de refazer o caminho pelas lições que ele absorve do contato mantido com os desencarnados.
Assim, a mediunidade tem uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela que o homem se conscientiza das suas responsabilidades de espírito imortal. Conforme afirmava o Apóstolo Paulo, se não houvesse a ressurreição do Cristo, para nos trazer a certeza da vida espiritual, de nada valeria a mensagem que Ele nos deu”. (1)
A Intuição dá-se através do pensamento pois nesse tipo de mediunidade o espírito comunicante não pega na mão do médium para que este escreva o que pretende enunciar, é a alma do próprio médium quem elabora o conteúdo da mensagem, traduzindo conforme seus conhecimentos, dentro dos valores morais e intelectuais que possui, dando forma ao que recebe do espírito desencarnado comunicante, fazendo assim o papel de um intérprete como conhecemos na vida diária.
Daí a dificuldade de se distinguir o que é realmente ditado por um espírito comunicante daquilo que faz parte da bagagem intelectual e moral do próprio médium intuitivo. Allan Kardec esclarece-nos como se processa esse fenômeno em O Livro dos Médiuns que julgamos oportuno transcrever abaixo:
“A transmissão do pensamento também se dá por meio do Espírito do médium, ou, melhor, de sua alma, pois que por este nome designamos o Espírito encarnado. O Espírito livre, neste caso, não atua sobre a mão, para fazê-la escrever; não a toma, não a guia. Atua sobre a alma, com a qual se identifica. A alma, sob esse impulso, dirige a mão e esta dirige o lápis. Notemos aqui uma coisa importante: é que o Espírito livre não se substitui à alma, visto que não a pode deslocar. Domina-a, mau grado seu, e lhe imprime a sua vontade. Em tal circunstância, o papel da alma não é o de inteira passividade; ela recebe o pensamento do Espírito livre e o transmite. Nessa situação, o médium tem consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento. É o que se chama médium intuitivo.
Mas, sendo assim, dir-se-á, nada prova seja um Espírito estranho quem escreve e não o do médium. Efetivamente, a distinção é às vezes difícil de fazer-se, porém, pode acontecer que isso pouca importância apresente. Todavia, é possível reconhecer-se o pensamento sugerido, por não ser nunca preconcebido; nasce à medida que a escrita vai sendo traçada e, amiúde, é contrário à ideia que, antecipadamente, se formara. Pode mesmo estar fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do médium.
O papel do médium mecânico é o de uma máquina; o médium intuitivo age como o faria um intérprete. Este, de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreendê-lo, apropriar-se dele, de certo modo, para traduzi-lo, fielmente, e, no entanto, esse pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro. Tal, precisamente, o papel do médium intuitivo”. (2)
Por isso, não se cansam os espíritos superiores de nos alertar para a necessidade de nos aprimorarmos moral e intelectualmente para melhor podermos servir de intermediários entre os dois planos da vida, recolhendo dos benfeitores do plano mais alto os ensinamentos puros para a nossa necessária melhoria individual e coletiva, ajudando dessa forma no progresso do nosso planeta e da humanidade, tão carentes das belas lições de vida e dos bons médiuns intuitivos.
Referências Bibliográficas:
(1) Franco, Divaldo, e Teixeira Raul. Diretrizes de Segurança. Editora Frater. 2ª edição.
(2) Kardec, Allan. O Livro Dos Médiuns. FEB, 62ª edição.
Francisco Rebouças

segunda-feira, 26 de junho de 2017

ANSEIO E PRECE

Senhor!... 
Sei que nos deste a todos 
Um encargo ou missão. 
Nada promoves sem objetivo, 
Nada fazes em vão. 

À estrela conferiste 
A benção de aguentar-se e refulgir sem véu, 
Tal qual sucede ao Sol que nos conduz 
Pelas vias do Céu. 

Atribuíste à Terra 
A função de compor e recompor 
A forma em que o trabalho nos confere 
A ciência do amor. 

Colocaste no mar a investidura imensa 
De externar-te o poder 
E a fonte o privilégio de ensinar-nos 
A humildade por norma e o perdão por dever. 

Comissionaste as árvores amigas, 
Em que a lição do bem se exprime e se condensa, 
Para a tarefa de guardar-te a vida 
E auxiliar sem recompensa. 

Doaste à flor o dom de perfumar 
E puseste na estrada o dom de conduzir, 
Deste música às aves, deste ao vento 
O doce ministério de servir. 

Tudo te filtra a glória soberana, 
Tudo te exalta a Lei, 
Em razão disso, eu própria reconheço 
Que quase nada sou e quase nada sei

Mas se posso pedir-te alguma coisa, 
Converte-me, Senhor, a própria imperfeição 
Num canal pequenino que te mostre 
A força da bondade e a luz da compaixão. 

Livro: Coração e Vida
Chico Xavier/Maria Dolores
Francisco Rebouças

Vida Feliz

XLVII
Acompanha a marcha dos acontecimentos sem sofreguidão.
A tua ansiedade ou o teu receio não alterarão o curso das horas.
Aguarda o que há de suceder, sem que te imponhas sofrimento desde a véspera.
O que pensas que acontecerá, talvez se dê, não porém da forma como aguardas, porquanto, a vida obedece a um plano de incessantes mudanças e transformações.
Desse modo, espera com harmonia íntima, afastando do teu programa a agitação e o medo.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Aprendamos a agradecer

“Em tudo dai graças.” – Paulo, (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:18.)
Saibamos agradecer as dádivas que o Senhor nos concede cada dia:
- a largueza da vida;
- o ar abundante;
- a graça da locomoção;
- a faculdade do raciocínio,
- a fulguração da ideia;
- a alegria de ver;
- o prazer de ouvir;
- o tesouro da palavra;
- o privilégio do trabalho;
- o dom de aprender;
- a mesa que nos serve;
- o pão que nos alimenta;
- o pano que nos veste;
- as mãos desconhecidas que se entrelaçam no esforço de suprir-nos a refeição e o agasalho;
- os benfeitores anônimos que nos transmitem a riqueza do conhecimento;
- a conversação do amigo;
- o aconchego do lar;
- o doce dever da família;
- o contentamento de construir para o futuro;
- a renovação das próprias forças...
Muita gente está esperando lances espetaculares da “boa sorte mundana”, a fim de exprimir gratidão ao Céu.
O cristão, contudo, sabe que as bênçãos da Providência Divina nos enriquecem os ângulos mais simples de cada hora, no espaço de nossas experiências.
Nada existe insignificante na estrada que percorremos.
Todas as concessões do Pai Celeste são preciosas no campo de nossa vida.
Utilizando, pois, o patrimônio que o Senhor nos empresta, no serviço incessante ao bem, aprendamos a agradecer.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

terça-feira, 20 de junho de 2017

Discussões inúteis

Inúmeros aprendizes das incomparáveis lições do Mestre de todos nós consideram-se especialistas em termos de conhecimento das mensagens contidas no seu evangelho de luz, tão somente em razão de algumas afirmativas absurdamente pretenciosas que exploram e defendem.
Entregam-se com afinco a longas, coléricas, e irascíveis discussões na tentativa de convencer a Gregos e Troianos, relativamente às suas interpretações acerca da fé religiosa e, quando interpelados sobre a fúria com que se arrojam na imposição dos seus pontos de vista, costumam redarguir que é imprescindível não nos envergonhemos do Mestre, nem dos seus ensinamentos perante a multidão.
Entretanto, na esmagadora maioria dos casos, a desculpa de que se preocupam em preservar os ensinamentos de Jesus, não passa de simulacro mal disfarçado, pois, na verdade, tentam através da palavra rebuscada ocultar suas ideias tirânicas e desrespeitosas sobre as opiniões contrárias às suas.       
Esses supostos defensores dos princípios Cristãos, esquecem-se que o maior de todos os mandamentos ensinado pelo próprio Cristo é justamente “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. (1)
A vida de cada indivíduo, nos círculos do cristianismo é ratificada exatamente pelo exemplo que dá do que aprendeu com seu Mestre, fazendo de seus ensinamentos o roteiro para o desenvolvimento de sua fé e das virtudes do Ser imortal que é procurando vivenciar como ELE o fez usando de tolerância, respeito, e amor pelo seu irmão de caminhada evolutiva.
Muitos deles comportam-se como crianças, disfarçando suas aberrações no desenvolvimento da arte verbalista para exibirem suas verdadeiras identidades individuais onde a vaidade, o orgulho e o egoísmo campeiam absolutos, deixando à mostra aos ouvintes mais atentos suas descabidas intenções e seus propósitos personalistas e intolerantes, com total desprezo pelos necessários testemunhos de abnegação à causa Maior, nas oficinas de trabalhos comuns que são a sociedade e o lar purificador.
Se os profetas da calamidade e da negação anunciarem o fim do mundo, traçando quadros de aflição e terror, crê em Deus primeiro. Recordando que ainda mesmo da cova pequenina, em que a semente minúscula é sepultada, o Senhor faz nascer a grada do perfume e a beleza da cor, a abastança da seiva e a alegria do pão.” (2)
Torna-se dessa forma indispensável ao verdadeiro e sincero aprendiz de Jesus evitar contendas irracionais e inúteis, não se deixando envolver nessas discussões infrutíferas em que a arma principal dos contendores é a vaidade e nas quais, cada participante se mostra cada vez mais irritado e violento.
O Cristão consciente dos deveres que assume para com seu Mestre sabe que diante de discussões insignificantes ou eminentemente expressivas, deverá manter sempre uma atitude condizente com os ensinamentos do Evangelho de Jesus, esforçando-se de todas as maneiras para dar seu exemplo de amor, renúncia e sacrifício pessoal, pois, foi exatamente isso que Jesus demonstrou em sua trajetória sublime entre nós, quando nos afirmou: “Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vai ao pai senão por mim”. (3)
Referências:(1) Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XI, item 1;
(2) Xavier, Francisco Cândico, pelo Espírito Emmanuel. Livro: Caminho Espírita – Cap. 27; e
(3) Evangelho de João, Cap.14 v.6.
Francisco Rebouças

domingo, 18 de junho de 2017

Alberto Almeida em Rio Bonito

Hoje dia 17/06/2017, no Centro Espírita João Batista, em Rio Bonito/RJ, aconteceu o Seminário com Alberto Almeida.
Celso Nunes apresenta Alberto Almeida

Foi em encontro muito bonito que o nosso amigo Celso Nunes e os confrades daquela Instituição Espírita proporcionaram a todos que lá compareceram.

Alberto Almeida e Francisco Rebouças
O tema muito atual "Homossexualidade e Família Homoafetiva" muito bem abordado pelo palestrante.

Foi ótimo estar presente. Mais de cem pessoas presenciaram e levaram seu carinho ao convidado.


Doces, tortas, chocolate, e outras delicias estavam à disposição de quem desejasse, tudo grátis.


Nosso abraço agradecido aos realizadores do evento.

Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

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Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

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Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel